sexta-feira, 19 de junho de 2009

**Projeção Consciente e o Sonho**


O sono é um conjunto de idéias ou seqüência de imagens mais ou menos coerentes.


Os pesquisadores demonstram, com segurança, que toda a pessoa adulta, em 8 horas de sono, sonha repetida e normalmente durante 4 a 5 períodos de 30 minutos. As pessoas parecem diferir fundamentalmente em termos de nitidez com o que recordam de seus sonhos.

Se você pensa que raramente ou nunca sonha, é porque você não se recorda (hipomnésia) dos seus sonhos, e não porque você não esteja passando pelas vivenciais oníricas, praticamente inevitáveis, a cada noite. (Os fetos e os bebês também sonham).

Atualmente procura-se abrir um novo campo para a pesquisa do sonho pela identificação da localização exata do chamado “centro do sono” no interior do cérebro humano, através do estudo das vítimas de explosões, feridas em campos de batalha, porque tais pessoas deixam de sonhar quando um estilhaço se aloja em sua massa cerebral, local onde se suspeita ser o “centro do sono”, aparentemente destruindo-o.

Efeitos decorrentes do estado do sono e dos sonhos:
1. Alucinações extrafísicas – percepção aparente de objeto externo não presente no momento; erro mental na percepção dos sentidos sem fundamento em uma realidade objetiva; experiência com as características da percepção através dos sentidos, mas sem estimulação sensorial evidente.
2. Associações estradas às realidades extrafísicas
3. Criações da imaginação
4. Dados suplementares malpostos
5. Excrecências de interpretações incorretas de eventos extrafísicos
6. Libertação das tensões diurnas
7. Mascaramentos mentais
8. Molduras psicológicas
9. Pesadelos inconseqüentes
10. Reflexos fisiológicos e orgânicos
11. Sonhos intercorrentes

Uma das teorias atuais é que os sonhos desmancham as redes neuroniais indesejáveis, evitando assim, sobrecargas que conduzem a eficiência do cérebro, na qualidade de máquina de processar dados, no período em que este órgão tem as suas principais funções desativadas.

Os símbolos são gerados pela tentativa de suprir a insuficiência do banco de memória física (biomemória) que não encontra paralelos nem símiles, em sua programação, daquilo que a consciência percebe na dimensão extrafísica.

A partir das experiências com as projeções conscienciais lúcidas é possível tornar os sonhos mais racionais e menos aparentemente incoerentes, permitindo julgamentos crítico da consciência acabe deixando esta se descobrir sonhando, minimizando os percalços oníricos ou mesmo anulando em parte o sonho pouco a pouco, saindo a consciência do corpo humano através de uma projeção consciencial lúcida comum.

Muitos projetores comparam a projeção lúcida com uma fotografia colorida, e o sonho comum s um foto preto e branco, o que, de fato, pouco caracteriza as realidades dos 2 estados alterados de consciência.

Por mais experiente que seja o projetor, não excluem as ocorrências naturais da elaboração inconsciente de morfopensenes, sonhos comuns, pesadelos, devaneios, hipnagogias, hipnopompias, projeções inconscientes, projeções semiconscientes e outros estados alterados da consciência, cuja vida intra-subjetiva não para.

Tipos de sonhos:
01. Sonho alto
02. Sonho bizarro
03. Sonho criativo
04. Sonho de advertência
05. Sonho de sobrevivência
06. Sonho dramático
07. Sonho excitante
08. Sonho gratificante
09. Sonho incompreensível
10. Sonho inventado
11. Sonho mau
12. Sonho monótono
13. Sonho mútuo
14. Sonho noturno
15. Sonho recorrente
16. Sonho vívido

Bibliografia: Lefebure (913, p.175), MacLaine (980, p.245), Rogo (14444, p.123), Steeiger (1601, p.217) e Vieira (1762, p.123).
Waldo Vieira – Projeciologia – Capítulo IV – Estados Alterados da Consciência (pags. 206 a 208)

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