quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Planejamento de Vida e Priorização na Prática da Invéxis e Recéxis

Publicado em: 14/03/2009
Autor: Portilho, Felipe
29 anos, empresário, voluntário da ASSINVÉXIS,
professor da Conscienciologia desde 2006 e de Invexologia desde 2007

Um dos princípios básicos da inversão existencial e da reciclagem existencial é o planejamento, replanejamento ou reperspectivação e a priorização das tarefas que o compõem. Ao mesmo tempo, entender a prática desses princípios não é algo simples, principalmente porque não somos educados, em geral, para planejar e priorizar diariamente e, além disso, conhecemos muito pouco sobre os nossos princípios, valores, deficiências, traços-força, nosso curso intermissivo e a dimensão de nossa responsabilidade como minipeça no processo interassistencial multidimensional.

O objetivo aqui é informar ao leitor o quanto é importante ter metas com processos bem calculados, ao mesmo tempo flexíveis, para se ter visão e controle maiores para onde se quer chegar, evitando dispersões e perdas indesejáveis ou não previstas ao longo da jornada.

Mas o que é planejamento e priorização? A primeira palavra é definida como o ato ferramenta administrativa, que possibilita perceber a realidade, avaliar os caminhos a serem traçados, construir um referencial futuro, estruturando o trâmite adequado e reavaliar todo o processo a que o planejamento se destina*. A segunda palavra é entendida como o instrumento fundamental para a organização da primeira palavra, pois se não se sabe a ordem de importância das nossas empreitadas jamais teremos eficácia nos resultados, pelo menos a curto e médio prazos.

Assim, antes de começarmos a planejar, precisamos saber a linha-mestra de nossa missão de vida, buscando-a com máxima sinceridade possível. Para conhecê-la, basta analisarmos os nossos princípios e valores sadios ou pró-evolutivos.
Princípios: que aspectos mais gerais e fundamentais pauto minhas decisões e escolhas? Quais são os fundamentos mais primordiais dos quais não abre mão ao decidir algo? É a ética, sobrevivência, autodesenvolvimento, respeito a si e ao próximo?
Valores: quais são os aspectos que mais dou importância na vida que sejam maduros do ponto de vista evolutivo? É assistência, dinheiro, convívio harmônico, leitura de livros, domínio das energias?

Liste os seus princípios e valores cosmoéticos e identifique o rumo-base que deve tomar a sua programação existencial.

O próximo passo é estabelecer metas coerentes com os dados já listados anteriormente. Para iniciar, crie metas de curto e médio prazos e, além disso, cite as metas intermediárias necessárias para atingir as principais.

Par alcançar tais metas será preciso ter a disposição suas ferramentas conscienciais, ciência das fraquezas, noção das oportunidades ou otimizações e das ameaças ou contra-fluxos, que eventualmente poderiam diminuir o ritmo do seu processo executório ou mesmo abortá-lo.

Dessa forma, fazer uma lista dos seus pontos fortes e fracos é o passo a seguir. Quanto mais virtudes e deficiências listadas, principalmente acompanhadas de fatos que comprovem a existência delas, mais você se conhecerá. Porém se você tem dificuldade para isso, peça para um amigo ou membro familiar para lhe auxiliar tarefa de listagem do trafores (traços-força, qualidades ou potenciais) e uma pessoa que pouco simpatiza com sua personalidade colocar os seus trafares (traços-fardos, fraquezas ou deficiências). Uma ferramenta avançada e técnica que pode ser utilizada para mapear esses pontos é o livro Conscienciograma de Waldo Vieira ou realizar os cursos da instituição Conscius, cuja sede se localiza em Foz do Iguaçú.

Analisar as otimizações que você já tem a seu dispor é outro aspecto de suma importância, como por exemplo uma situação financeira estável, tempo disponível, educação superior formal, holopensene de sua cidade a favor que contribua com a metas, dupla evolutiva, voluntariado em andamento, entre outros. Ao mesmo tempo, é importante também ter consciência das ameaças que podem pôr abaixo o seu trabalho, tais como comprometimentos irreversíveis, dívidas altas, instabilidade afetivo-sexual, mata-burros pessoais, assédios interconscienciais de função, etc.

Ao meio de tantas variáveis, o grande desafio é saber por onde começar e como conciliar tantos processos. O planejamento e a priorização aparecem exatamente como solução para organizar as idéias e como elas se desenvolverão na prática do dia-a-dia.

Para customizar o planejamento, é essencial a divisão dos setores de sua vida em escolaridade, profissão, organização financeira, relação afetivo-sexual, voluntariado, gestações conscienciais escritas, interassistência multidimensional (tenepes), entre outras áreas que decidir incluir. É importante também verificar se essas áreas tem relação umas com as outras e como elas se interligam.

Das divisões feitas, quais seriam as suas metas principais, as metas intermediárias, os trafores, os trafares, as oportunidades e as suas ameaças? Quais são os prazos para atingir tais metas? Eles são realmente coerentes com o seu fôlego? Caso positivo, eles são facilmente atingíveis ao ponto que gere comodismo e adiamentos ou eles geram um estresse excessivo em função da falta de recursos na execução?

O estabelecimento das prioridades tem relação com as etapas de um trabalho até o alcance das metas principais e com as necessidades pessoais ou do grupo evolutivo de trabalho consideradas urgentes ou não.

Alem disso, é também mandatório possuir estratégias de execução para efetivamente concretizar o que está planejado. Para cada meta, constitua tarefas práticas através de um check-list, aplicando a ele prazos, ferramentas de como é possível ser executá-la, além dos possíveis problemas que podem aparecer no caminho. Caso haja problemas, conforme previsto, qual seria a outra forma de não deixar de executar os seus objetivos, isto é, qual seria o plano B?

Recapitulando as etapas fundamentais para o desenvolvimento de um planejamento, temos abaixo:
1. Pesquisa princípios e valores pessoais.
2. Estabelecimento do rumo-base da proéxis – projeção de metas principais e intermediárias, de acordo com os setores de sua vida.
3. Identificação dos trafores, trafares, oportunidades e ameaças externas relacionados à execução de suas metas.
4. Confecção das estratégias de execução ou plano tático de suas metas. Qual seria o plano B para cada caso?

* A leitura de livros sobre Planejamento Estratégico ou Planejamento Empresarial poderia auxiliar imensamente na sistematização de um planejamento pessoal, uma vez que tais planejamentos lidam com inúmeras variáveis, assim como a consciência precisa gerenciar uma enorme série de aspectos para atingir o compléxis. Algumas publicações de Philip Kotler e Idalberto Chiavenato.

Bibliografia

1. CHIAVENATO, Idalberto; Empreendedorismo, Dando asas ao espírito empreendedor; Editora Saraiva, 2006.
2. OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças; Planejamento Estratégico, conceitos e metodologias práticas; 25ª. edição. Editora Atlas, 2008.

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